O Primeiro-Ministro, Sébastien Lecornu, durante perguntas ao governo, na Assembleia Nacional, em Paris, 23 de dezembro de 2025.

Sébastien Lecornu, apesar do fracasso parcial do seu método, não desiste de encontrar um “compromisso” no orçamento do estado. “Reservar tempo para construir um bom orçamento numa democracia como a França não é uma fraqueza”defendeu-se, terça-feira, 23 de dezembro à noite, na escadaria de Matignon, dizendo para si mesmo “convencido de que isso é possível se os cálculos políticos forem deixados de lado”. Uma forma de o Primeiro-Ministro rejeitar pedidos urgentes, a começar pelo do Presidente da República. Durante o conselho de ministros convocado na noite de segunda-feira, Emmanuel Macron telefonou a Sébastien Lecornu “para dar à nação um orçamento o mais rápido possível”mesmo que isso signifique aproveitar o artigo 49.º, n.º 3 da Constituição, que permite a adoção de um texto sem votação, ou a emissão de despacho.

Contudo, o “acordo” entre o primeiro-ministro e o primeiro secretário do Partido Socialista (PS) Olivier Faure, que permitiu, em meados de dezembro, a aprovação do orçamento da Segurança Social, assenta no abandono de 49,3. Esta escolha não foi contestada, até atingir os seus limites, com o fracasso da discussão sobre a lei financeira para 2026. De momento, Sébastien Lecornu recusa-se a assumir a responsabilidade do seu governo, o que equivaleria a correr o risco de censura.

Você ainda tem 83,67% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.

Fonte

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *