Não é uma descida ao inferno, mas ao paraíso que o champanhe Lanson oferece. Ao percorrer os sete quilómetros das caves da casa, na cave de Reims (Marne), o visitante depara-se com uma longa galeria com, ao fundo, estas luminosas letras brancas: o “Paradis Lanson”. Atrás de um portão solidamente trancado, as paredes revestidas de tijolos escondem alcovas, reservadas para guardar as safras antigas da marca, em garrafas ou magnum. Os anos passam no tempo: 1921, 1928, 1937, 1942, 1943, 1944, até o final da década de 1970. E depois, noutro nicho, os anos 1980, 1990, 2000…
A maioria das casas de champanhe mantém suas bolhas antigas. Às vezes eles os mostram ao público. A Lanson vai além ao lançar sua “Coleção Privada Lanson” este ano. Em primeiro lugar, esta marca não tem alguns milhares de colheitas antigas, mas sim 200.000 garrafas (de algumas 20 milhões de garrafas adormecidas em caves). A quantidade é tal que muitas destas colheitas antigas estão à venda, enquanto para muitas casas é um museu intocável. Assim, desde que tenha meios, qualquer pessoa pode adquirir garrafas que vão de 1941 a 2014. Existem várias colheitas possíveis por colheita – “Vintage”, “Noble” ou “Le Clos”.
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