Cé um tempo que quem tem menos de 60 anos não pode vivenciar… Quando os espectadores quebraram as arquibancadas das salas de concerto, atacaram o mobiliário urbano, as empresas e a polícia. Mas, uma diferença notável, sem a presença de qualquer telemóvel, cenas de filmes posteriormente transmitidas e comentadas ad nauseam por canais de notícias e websites contínuos.
Sylvie Vartan, que anunciou que encerraria a carreira em 2025, encarnou esta juventude tumultuada, revoltada contra a ordem gaullista, antes de ocupar as sábias noites de sábado de Maritie e Gilbert Carpentier.
Quem se lembra disso? É de facto um ambiente eléctrico, até mesmo histérico, que Claude Sarraute descreve, em 6 de Abril de 1963, num artigo intitulado “Os ídolos dos jovens no Olympia”. A cantora começou a se dar a conhecer fazendo covers de sucessos americanos. “Quando Sylvie Vartan apareceu, foi um delírio maravilhoso. (…) Responda-me, a “colegial twist” sussurrou em voz baixa e abafada para todos os seus amigos desmaiados e trêmulos. Eles trabalharam nisso em voz alta e por muito tempo. »
“É um mundo à parte”
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