
Como todos os anos, esperávamos com impaciência, neste domingo, 21 de dezembro de 2025, às 21h10, a France 2 transmite um grande clássico e comédia da televisão francesa: Papai Noel é um lixo. Levados pela inesquecível trupe Splendid: Thierry Lhermitte (Pierre Mortez), a falecida Anémone (Thérèse), Gérard Jugnot (Félix), Christian Clavier (Katia), Bruno Moynot (Monsieur Preskovitch), Josiane Balasko (Madame Musquin) ou mesmo a atriz Marie-Anne Chazel (Zézette) que pudemos descobrir em um papel de vilão neste outono em Um assassinato (quase) perfeito com Claire Keim… Por ocasião da transmissão deste filme para TV, a atriz de 74 anos falou sobre sua carreira, a trupe Splendid e, claro, Papai Noel é um lixocriada pelo ilustre Jean-Marie Poiré!
Marie-Anne Chazel (Papai Noel é um lixo): “As pessoas continuam me lembrando das falas do filme, mesmo que eu já as tenha esquecido há muito tempo…”
Télé Loisirs: À medida que as férias se aproximam, os telespectadores encontrarão você no papel de Zézette em Papai Noel é um lixo: Qual é a sensação de ser uma das figuras deste clássico do cinema francês?
Marie-Anne Chazel: Estou muito feliz com isso… Mas um pouco surpreso também! Passou tantos anos. Acho ótimo ver que ainda podemos compartilhar tanto com pessoas de diferentes gerações. Casualmente já estamos na quarta, com todas essas retransmissões! Há algo de mágico em ver que o público ainda sabe de cor certas falas e que alguns chegam a se vestir de Félix ou Josette. Nunca teríamos imaginado isso no início…
Você não esperava tanto sucesso?
Não. Fizemos isso por diversão e porque queríamos fazer filmes assim… Tínhamos uma grande inocência. Houve muita franqueza naquilo que fizemos mas nunca dissemos a nós próprios – aliás nunca acontece assim – vamos fazer uma obra que vai durar 50 anos! Além disso, o que também me emociona é ver que o que naquela época me fazia rir ainda hoje me faz rir. O fato de continuar funcionando, para mim, é o verdadeiro sucesso…
Como você vê a personagem Josette?
É muito simples: Zezette, sempre a adorei. No início tive muita dificuldade, principalmente durante os ensaios, pois tive que conseguir encontrar esse personagem que estava um pouco distante de mim. Naquela época, quando eu fazia Zezette, sempre me davam papéis de menininhas… Então, esse personagem era mesmo um papel de composição. Foi graças a ela que descobri a força do papel da composição! Tenho um verdadeiro carinho pela Zezette e pela sua ingenuidade, pela sua franqueza, pelo seu lado de vítima – ela é uma verdadeira vítima – que ao mesmo tempo que luta, que não se considera como tal e que não tem medo me toca muito!
Que frase do filme Papai Noel é um lixo é o seu favorito?
Ah! Não sei… O público muitas vezes conhece minhas falas melhor do que eu! As pessoas passam o tempo me lembrando delas, embora eu já as tenha esquecido há muito tempo, mas se eu tivesse que escolher uma seria a da passagem das ostras: pela resposta de Mortez (Thierry Lhermitte) quando oferece conchas a Zézette: “Estou dando para você: é meu presente de Natal!” Pensando bem, também haveria “Felix tem um pênis muito grande” E “Depende, vai além” ! O primeiro me fez rir muito e o segundo é bastante filosófico para mim… [Elle rit] .
Você acha que um filme do tipo Papai Noel é um lixo ainda poderia ver a luz do dia hoje?
Talvez não consigamos mais fazer esse tipo de filme hoje. Vivemos num mundo em que há muito politicamente correcto e onde o humor mudou desde que o segundo grau está a desaparecer… É mesmo complicado para o mundo do humor!