Aqueles que esperavam um pouco de previsibilidade, depois de meses particularmente turbulentos, ficarão desapontados. A Reserva Federal Americana (Fed) voltou a baixar as suas principais taxas diretoras em um quarto de ponto na quarta-feira, 29 de outubro, uma decisão esperada. Mas Jerome Powell, o presidente da instituição, ao mesmo tempo aumentou a neblina em torno das futuras decisões de política monetária.
As taxas estão agora entre 3,75% e 4%, após um primeiro corte em setembro. Este é o nível mais baixo em três anos, embora Jerome Powell acredite que a política monetária ainda está “modestamente restritivo”. Além disso, os governadores anunciaram que iriam pôr fim à estratégia de aperto quantitativo do banco central, que consiste em conter a economia através da redução da carteira de ativos, estimada em 6.600 mil milhões de dólares (quase 5.690 mil milhões de euros).
A Fed confirma assim a atenção que está a prestar ao abrandamento, nos últimos meses, do mercado de trabalho nos Estados Unidos, ainda que a inflação continue elevada, nos 3% em Outubro. “Não existe uma trajetória política isenta de riscos enquanto navegamos neste período de tensão entre as nossas metas de emprego e de inflação”explicou Jerome Powell para resumir a posição desconfortável em que a instituição se encontra. A redução das taxas permite, ao reduzir o custo do dinheiro, dinamizar a economia e impulsionar o emprego. O risco em troca é empurrar os preços para cima.
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