Uma conferência sobre saúde sexual e reprodutiva organizada por Médicos Sem Fronteiras, na favela de Epworth, Harare, 28 de agosto de 2025.

Para o Zimbabué, não. O país da África Austral é o primeiro a recusar assinar um acordo bilateral de saúde proposto pelos Estados Unidos, para preencher o vazio deixado pelo encerramento, em Janeiro de 2025, da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID). O texto prometia 367 milhões de dólares (316 milhões de euros) ao longo de cinco anos, sem especificar que parte seria coberta por Washington e que parte seria financiada por Harare. “O arranjo era assimétrico”explicou, num comunicado de imprensa publicado em 25 de Fevereiro, o porta-voz do governo Nick Mangwana, denunciando a partilha de dados de saúde dos zimbabuenses imposta pelo acordo.

“A assistência ao desenvolvimento deve fortalecer as nações, não criar dependências ou servir como meio de extração estratégica”, ele continuou. A resposta da embaixada americana no local não demorou a chegar: “Enfrentamos agora a difícil e lamentável tarefa de reduzir gradualmente a nossa assistência humanitária ao Zimbabué. » Uma posição muito alarmante, segundo o Colégio de Médicos de Saúde Pública do país, que teme as consequências da interrupção dos tratamentos ligados ao combate a doenças infecciosas, como o VIH.

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