Enquanto vários processos nos Estados Unidos acusam o Meta de colocar seus jovens usuários em perigo, a empresa anunciou na quarta-feira, 11 de março, um novo recurso no WhatsApp, um de seus principais aplicativos, voltado para crianças menores de treze anos. São contas especiais, destinadas a serem mais protetoras e supervisionadas pelos pais.
Este novo tipo de conta começará a ser implantado durante a semana para um pequeno número de usuários, depois será estendido ao longo dos meses, anuncia Meta, sem dar mais detalhes sobre a data de implementação entre os usuários franceses.
Até agora, a Meta especificou que o WhatsApp, assim como o Instagram e o Facebook, era reservado para maiores de treze anos – sem impedir que os mais novos criassem uma conta, pois nenhuma verificação foi realizada.
Essas contas supervisionadas terão acesso apenas a mensagens e chamadas de voz do WhatsApp. Eles serão privados de certos recursos, como o chatbot Meta AI, mensagens efêmeras, status (o equivalente às “stories” encontradas no Instagram) e canais, espaços públicos populares entre adolescentes.
Por padrão, apenas os contatos salvos da criança poderão se comunicar com ela. Os números desconhecidos serão bloqueados e, se um contato não cadastrado desejar se comunicar com eles por mensagem, os pais decidirão se autorizam ou não. Também validará os grupos dos quais a criança pode participar e receberá uma notificação cada vez que o menor adicionar, bloquear ou denunciar um usuário. Porém, o adulto não terá acesso ao conteúdo das mensagens.
Meta acusado de violações
Concretamente, estas novas contas serão criadas associando-as à conta Whatsapp de um dos pais, que provará que é adulto graças a uma selfie. Este método de verificação de idade é cada vez mais utilizado na Internet para impedir que menores acessem determinados conteúdos.
A Meta tem feito vários anúncios há vários anos sobre a proteção dos seus jovens utilizadores, embora seja regularmente acusada de falhas a este respeito. Em particular, anunciou, em 2024, a criação de “contas adolescentes” para jovens dos 13 aos 17 anos no Instagram e, no ano seguinte, no Facebook.
O anúncio de contas supervisionadas no WhatsApp também ocorre em um contexto em que aumentam as iniciativas que visam proibir o acesso de adolescentes às redes sociais. Este já é o caso desde dezembro na Austrália para menores de 16 anos. Os deputados franceses, por seu lado, adoptaram no final de Janeiro uma proposta de lei, apoiada pelo executivo, que visa proibir o acesso às redes sociais a menores de 15 anos, e que também poderá dizer respeito a determinadas funcionalidades “sociais” de serviços de mensagens como o WhatsApp.