Antes da visita a Moscovo de Steve Witkoff, o emissário da Casa Branca, Vladimir Putin avisou: não assinará nenhum acordo de paz com “autoridades ilegítimas” de Kyiv. O chefe do Kremlin confirmou a chegada, na primeira semana de dezembro, do confidente do presidente americano atrás dos 28 pontos da primeira versão do “plano de paz” com a Ucrânia. Mas Putin não deu detalhes sobre possíveis propostas russas para aproximar este projecto de acordo, em grande parte modelado nas exigências maximalistas de Moscovo, do acordo de 19 pontos proposto pela União Europeia após consultas com o lado ucraniano.
Uma coisa é certa: Putin já recusa qualquer documento assinado pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Ele trouxe de volta um velho argumento da diplomacia russa que parecia ter sido descartado nas últimas semanas para aumentar as chances de paz. Moscou considera Volodymyr Zelensky como “ilegítimo” por causa do adiamento, sine die, das eleições presidenciais ucranianas de 2024, adiadas devido à guerra. “Chegar a um acordo com a Ucrânia é agora legalmente impossívelinsistiu Putin, viajando quinta-feira para Bishkek, capital do Quirguistão. Precisamos de reconhecimento internacional, mas não da Ucrânia. »
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