Viktor Medvedchuk, durante entrevista ao meio de comunicação russo RIA-Novosti, ligado ao Kremlin, em Moscou, 16 de fevereiro de 2024.

“Operação concluída. Parabéns aos serviços especiais da Ucrânia. Detalhes a seguir. Slava Ukraïni! [« Gloire à l’Ukraine »] » Na captura de tela, acima dessas poucas palavras de Volodymyr Zelensky, um homem está prostrado em uma cadeira, bochechas encovadas, olhar perdido, cabelos desgrenhados. Ele está vestindo uma jaqueta militar Mulher ucraniana e algemas. Quando, no dia 12 de abril de 2022, o presidente postou essa foto nas redes sociais, não precisou escrever o nome do fugitivo que tentava fugir com uniforme de soldado. Todo o país reconheceu o prémio da guerra: Viktor Medvedchuk, “o traidor”, como é chamado na Ucrânia.

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Na opinião de Vladimir Putin, ele é quem deveria ter instalar-se, após a invasão lançada em 24 de fevereiro de 2022, no escritório de Volodymyr Zelensky, rua Bankova, em Kiev. Nos planos de Moscou, a captura da capital demorava três dias. O mestre do Kremlin pretendia expulsar a corrente presidente e impor à frente do país este amigo e oligarca, eleito pela Rada, o Parlamento Ucraniano. “No início da invasão, recebi um ultimato da Rússia que me forçou a retirar. Medvedchuk deveria me substituir”confiante Zelensky, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, em janeiro de 2025.

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