Imagem retirada do filme “Vamos Todos à Feira Mundial” (2021), de Jane Schoenbrun.

MUBI – SOB DEMANDA – FILME

Se você precisa de hectolitros de hemoglobina para ter um Halloween bem-sucedido, siga em frente. Vamos todos para a Feira Mundial (“Vamos todos para a Feira Mundial”) não vai fazer você pular ou engasgar. Tudo aqui é uma questão de mal-estar, ansiedade difusa e ambiguidade. Neste jogo, Jane Schoenbrun, que aqui assina seu primeiro longa-metragem (o segundo, Eu vi o brilho da TV (2024), está disponível para compra online), revela-se de uma habilidade extraordinária. Entrando no quarto de uma adolescente solitária, ela a segue pelo espaço indefinido entre o real e o digital onde nascem as lendas de hoje, onde os predadores espreitam.

Casey (Anna Cobb) mora em um subúrbio não especificado, em uma região dos Estados Unidos onde a neve gruda no chão no inverno. Não saberemos nada sobre sua família (ouvimos seu pai, fora das câmeras, só isso), sua escola, seus amigos – se ela tiver algum. De vez em quando, ela filma suas andanças por uma cidade que parece deserta, até uma véspera de Ano Novo, quando uma multidão indistinta grita, e da qual Casey se mantém afastado. Sobre ela, sabemos apenas que está participando de um desafio online, decorrente de uma daquelas histórias horríveis que circulam na Web sob o rótulo “creepypasta”.

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