Robô humanóide Optimus da Tesla no mercado de Natal de Berlim, durante sua apresentação, 20 de dezembro de 2025.

No Vale do Silício, amamos “momentos”. Houve o “momento iPhone” em 2007, que espalhou a revolução digital por todo o planeta. Houve o “momento ChatGPT”, que marcou o surgimento da inteligência artificial (IA), em 2022. Agora, aguardamos o “momento robô”, quando os humanóides chegarão às casas. “Somos fervorosos evangelistas da robótica e acreditamos no futuro inevitável das máquinas inteligentes”declarou, em 13 de novembro, Margaux Sullivan, diretora de marketing do fundo de capital de risco Cybernetix Ventures, durante conferência sobre robôs em Palo Alto (Califórnia, Estados Unidos), esperando “poder dizer que o momento ChatGPT para IA física é iminente”.

Esses crentes têm o seu profeta: Elon Musk. Durante a assembleia geral de Tesla, no dia 6 de novembro, o empresário sonhou acordado, relembrando uma de suas apresentações sobre a colonização de Marte, feita no México em 2016, durante o Congresso Internacional de Astronomia. “Vou dizer coisas que não deveria dizer”ele começou, explicando que seus robôs Optimus em forma humanóide seriam o produto mais importante da história, “mais importante que o iPhone”, garante o bilionário, que já previu o fim da possível vida na Terra. E explicar, com a megalomania que conhecemos dele, que cada um teria o seu robô pessoal, que a Optimus seria mais precisa que o melhor cirurgião, vigiaria os criminosos e os manteria fora da prisão, “eliminar a pobreza”, “multiplicar a economia por 10, ou mesmo por 100”. Em suma, traga o planeta para uma nova era de ouro: “Com a IA e a robótica, devemos atualizar a nossa missão, alcançando a abundância sustentável”ele diz.

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