Até ao fim, a França procrastinou. Mas na noite de quarta-feira, 28 de janeiro, o Eliseu finalmente decidiu. Paris decidiu apoiar “o registo do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica” do Irã, os Pasdarans, “na lista europeia de organizações terroristas”anunciou a Presidência da República.
Quinta-feira, 29 de janeiro, durante o Conselho dos Negócios Estrangeiros de Bruxelas, a França defenderá, portanto, esta opção há muito defendida pela Alemanha, pelos Países Baixos e pela Suécia. Kaja Kallas, chefe da diplomacia europeia, ainda teve de garantir, na quinta-feira, que os Vinte e Sete apoiam a medida, antes de a examinar e promulgar. Na noite de quarta-feira, apenas a Roménia ainda não tinha comunicado a sua posição.
“A insuportável repressão da revolta pacífica do povo iraniano não pode ficar sem resposta, disse Jean-Noël Barrot, chefe da diplomacia francesa, na noite de quarta-feira na rede social A sua incrível coragem face à violência que cegamente se abateu sobre ele não pode permanecer em vão. Juntamente com os nossos parceiros europeus, tomaremos amanhã sanções em Bruxelas contra os responsáveis por estes abusos. »
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