Cópia da lei financeira para 2026, na Assembleia Nacional, em Paris, 25 de outubro de 2025.

As discussões orçamentais continuam e a perspectiva de uma votação diminui. Embora o calendário da Assembleia Nacional ainda preveja oficialmente a votação no dia 4 de novembro da primeira parte do projeto de lei de finanças (PLF) de 2026, a hipótese de já ter terminado a análise do texto até lá parece comprometida.

No final da noite de quarta-feira, 29 de outubro, restavam pouco mais de 2.500 emendas para serem discutidas. Dado o ritmo lento dos debates até agora (cerca de quinze alterações por hora em média) e sabendo que a quinta-feira será inteiramente dedicada ao nicho parlamentar do Reunião Nacional (RN), restando apenas os dias de sexta e segunda-feira para chegar ao fim da parte das receitas do PLF, todos os deputados tinham aceitado a ideia de que os prazos não seriam sustentáveis.

“É tudo muito lento. Não vejo realmente como poderemos chegar ao fim da análise destes textos orçamentais e, portanto, da sua votação.”preocupou Marine Le Pen na quarta-feira perante a Associação de Jornalistas Parlamentares.

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Os deputados vão, portanto, interromper as discussões sobre o PLF na noite de segunda-feira, antes de abordarem o projeto de lei de financiamento da Segurança Social (PLFSS) a partir de 4 de novembro. Só depois da sua votação, marcada para 12 de novembro, poderão ser retomados os debates sobre as receitas do Estado. Segundo Eric Coquerel, deputado (La France insoumise, LFI) por Seine-Saint-Denis e presidente da comissão de finanças, seria possível uma votação por volta de 15 ou 16 de novembro, para continuar com a segunda parte do PLF, relativa às despesas.

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