A OPINIÃO DO “MUNDO” – IMPERDÍVEL
Não que alguma vez tenha estado demasiado presente ou oculto, parece haver neste momento um pequeno regresso da condição de trabalho – que nos disseram pertencer a outro século – na ficção francesa. Depois Seus filhos atrás deles (Ludovic e Zoran Boukherma, 2024), Meteoros (Hubert Charuel, 2025), Enzo (Laurent Cantet, 2025) ou As brasas (Thomas Kruithof, 2025), céu grande é o primeiro longa-metragem de Akihiro Hata, diretor de origem japonesa formado na escola Femis de Paris.
A originalidade da viagem fez-nos, portanto, esperar por algo que nos tirasse das rotinas do filme empenhado, e encontrámo-lo. Tal como o seu compatriota Kiyoshi Kurosawa, Hata oferece-nos, numa vertente que não é isenta de riscos, um filme sócio-fantástico, que se compromete a misturar a trivialidade da oposição de classes com uma espécie de thriller sobrenatural. Uma estrutura social sólida serve de base. Damien Bonnard interpreta o personagem principal, Vincent, um trabalhador no canteiro de obras de um ambicioso bairro futurista.
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