Estudantes escolares e universitários promovem os seus estabelecimentos junto de pais e estudantes do ensino secundário, no Postbac 2026 Show, em Paris, 10 de janeiro de 2026.

Como uma radiografia do Parcoursup, a missão flash liderada pelo deputado socialista de Loire Pierrick Courbon e pelo deputado democrata de Saint-Barthélemy e Saint-Martin Frantz Gumbs tenta fazer um balanço da plataforma de admissão no ensino superior, após oito anos de exercício. Num relatório de cem páginas apresentado à Comissão de Assuntos Culturais e Educação na terça-feira, 17 de fevereiro, eles apresentaram nada menos que 51 propostas.

Os dois relatores exploram o que consideram ser “um sucesso a nível técnico mas um fracasso a nível político no que diz respeito às missões que o legislador (…) atribuiu” para a plataforma. Quer se trate da redução das taxas de reorientação e insucesso nas licenciaturas ou da democratização do acesso ao ensino superior – princípios que nortearam a criação do Parcoursup em 2018 – os resultados continuam a ser mistos.

Assim, apenas 40,3% dos bacharéis de 2020 conseguiram obter o grau de bacharel após três ou quatro anos de estudos, uma queda de 5,4 pontos em relação aos bacharéis de 2019 e de 6,6 pontos em relação aos de 2018, segundo nota dos serviços de estatística do Ministério do Ensino Superior, publicada em novembro de 2025. A plataforma apenas “apontar desigualdades socioculturais pré-existentes que a atuação do Parcoursup contribui para reproduzir sem corrigi-las, ou mesmo agravá-las”argumentam os deputados.

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