Este item é retirado da revista mensal Sciences et Avenir n°950, datada de abril de 2026.

Quase dois milénios após a invasão do território romano por Aníbal Barca, um pequeno osso poderia reviver uma das mais famosas épicas militares da Antiguidade. Arqueólogos na Espanha desenterraram um osso do carpo de elefante com aproximadamente 2.200 anos de idade, em um nível ligado aos combates da Segunda Guerra Púnica (218-201 aC).

Uma descoberta entre projéteis de catapulta e moedas cartaginesas

A descoberta foi feita no sítio Colina de los Quemados, perto de Córdoba, entre projéteis de catapulta e moedas cartaginesas. As análises confirmam que se trata de fato de um osso de elefante, mesmo que a espécie precisa de paquiderme permaneça desconhecida.

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Um debate histórico revivido

Segundo fontes antigas, o estratega cartaginês liderou elefantes de guerra contra Roma, nomeadamente durante a sua famosa travessia dos Alpes. Mas até agora, estas histórias baseavam-se principalmente em textos e iconografia. Este vestígio constitui, portanto, uma das raras pistas materiais da presença destes animais nos exércitos cartagineses na Europa Ocidental, e ao mesmo tempo reaviva um grande debate histórico.

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