FRANÇA 3 NOUVELLE-AQUITAINE – QUINTA-FEIRA, 29 DE JANEIRO ÀS 22h50. – DOCUMENTÁRIO
O nome de Jean Doisy não é desconhecido dos fãs esclarecidos de quadrinhos, que até gostam um pouco de história. Em primeiro lugar porque foi o primeiro redator-chefe do jornal Spiroufundada em 1938 pelas edições belgas Dupuis. Depois porque foi ele quem, em 1939, deu à luz Fantasio, um dândi fantasioso e desajeitado destinado a se tornar alguns anos depois o alter ego de Spirou, o personagem com o traje de carregador criado por Rob-Vel. Devemos também a Doisy a autoria, com Jijé, em 1941, de um detetive chamado Jean Vallhardi, que numerosos roteiristas e cartunistas passariam de mão em mão (René Follet, Jean-Michel Charlier, Eddy Paape, André-Paul Duchâteau, etc.), antes de cair no esquecimento.
Jean Doisy também teria caído lá se o trabalho patrimonial não tivesse sido realizado nos últimos anos para restaurar o seu passado como combatente da resistência durante a Segunda Guerra Mundial. Assim, este documentário de Thomas Zribi e Cyprien d’Haese que se baseia, em particular, na investigação realizada por Christelle e Bertrand Pissavy-Yvernault em A verdadeira história de Spirou (Dupuis, dois volumes, 2013 e 2016), um volumoso e fascinante mergulho nos arquivos da casa Dupuis. De emanação católica de direita, contratou, no entanto, Doisy, um activista comunista não membro, para chefiar o Spirou. A ocupação da Bélgica pelas forças nazis a partir de Maio de 1940 levou o antigo jornalista – cujo verdadeiro nome é Jean-Georges Evrard – a “usar” o jornal como capa, mas também como ferramenta de propaganda dirigida ao seu público jovem.
Você ainda tem 62,62% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.