Ativistas do comboio “Nuestra América” carregam um barco de ajuda humanitária para Cuba, em Isla Mujeres (México), 20 de março de 2026.

Figuras políticas de esquerda, defensores experientes dos direitos humanos, mas também sindicalistas, artistas e influenciadores: mais de 500 pessoas de cerca de trinta países da América Latina, América do Norte e Europa são esperadas em Cuba durante o fim de semana, no âmbito de uma operação de solidariedade internacional a favor da ilha, no auge de uma grave crise energética agravada pelo bloqueio petrolífero decretado em Janeiro pelos Estados Unidos.

Os primeiros membros desta caravana humanitária, chamada “Nuestra América” (“Nossa América”) – título de um ensaio do pensador José Marti (1853-1895), herói da independência cubana – chegaram a Havana na quarta-feira, 18 de março. Estas centenas de activistas, principalmente da Europa, entregaram às autoridades cubanas 5 toneladas de medicamentos e equipamentos médicos destinados a hospitais.

A eles se juntaram durante a semana outros grupos, que chegaram de avião ou de barco à capital cubana. “Há cortes de energia o tempo todo. Pessoas morrem por falta de cuidados: isso é inaceitável”, protestos, ao telefone, Medea Benjamin, cofundadora da organização pacifista americana CodePink: Women for Peace. A política de Donald Trump em relação a Cuba “não representa o povo americano”, insiste esta ativista feminista, cuja ONG é uma das iniciadoras do comboio internacional e fretou dois aviões para fazer na sexta-feira a curta travessia do Estreito da Flórida entre Miami e Havana.

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