Em 26 de janeiro de 2025, Goma, capital do Kivu do Norte, no extremo leste da República Democrática do Congo (RDC), caiu nas mãos da Aliança do Rio Congo/Movimento 23 de Março (AFC/M23), na sequência de uma ofensiva relâmpago. Isto revelou o envolvimento decisivo das forças armadas ruandesas ao lado, ou mais precisamente na linha da frente, do movimento rebelde congolês. Esta violação agora flagrante da soberania da RDC pelo seu vizinho ruandês atraiu a atenção de uma comunidade internacional então absorvida por outros conflitos, em Gaza e na Ucrânia.
Nunca, desde o despertar do M23 em Novembro de 2021, os esforços diplomáticos destinados a pôr fim a esta guerra foram tão intensos como em 2025. Os esforços foram recompensados, em parte, em 4 de Dezembro de 2025, pela conclusão de “acordos de paz e prosperidade” entre o presidente ruandês, Paul Kagame, e o seu homólogo congolês, Félix Tshisekedi, sob os auspícios de Donald Trump. Contudo, a esperança de apaziguamento mantida pelos compromissos dos beligerantes, assumidos perante os patrocinadores destas discussões (Estados Unidos e Qatar, principalmente), parece extremamente tênue.
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