No início desta semana, a Apple anunciou que a próxima versão do Siri será alimentada pelos principais modelos de linguagem do Google. Uma decisão que não foi tomada levianamente devido às recentes descobertas nos bastidores do acordo.

Apple e Google podem ser concorrentes ferozes na área de sistemas operacionais móveis, mas isso não impede que as duas empresas cooperem quando necessário. O recente anúncio da chegada dos modelos generativos de IA do Google aos iPhones da Apple é uma prova clara disso.
Se esta aliança entre irmãos inimigos parece deixar a OpenAI em apuros, Le Tempos Financeiros diz-nos que se trata acima de tudo de uma questão de muito dinheiro e de fiabilidade do mercado.
Uma escolha de razão
O acordo custaria de facto “vários bilhões de dólares» na Apple nos próximos anos, com um analista estimando que o intervalo mais provável seria de cerca de 5 bilhões. Um montante que se enquadraria nos rumores recentes que falavam de um custo de mil milhões de euros por ano durante cinco anos. Se o valor parecer surpreendente, lembre-se de que o acordo que garante ao Google seu lugar como mecanismo de busca padrão nos iPhones custaria ao gigante das buscas 20 bilhões por ano.
Seria também este acordo histórico que teria permitido ao Google ganhar o favor da Apple. Segundo o Financial Times, a fabricante do iPhone procurava um fornecedor “com experiência comprovada para projetos de grande escala“. As recentes explorações do Google para exceder as capacidades do ChatGPT finalmente convenceram a empresa.

Uma fonte próxima à OpenAI, porém, refuta a narrativa segundo a qual este acordo representaria um grande golpe para a empresa. “São dois jogadores consagrados se unindo, o que faz sentido“, explicamos, acrescentando que a empresa teria assumido “ouma decisão deliberada de não se tornar um fornecedor de modelos personalizados para a Apple“. O objetivo seria antes desenvolver produtos próprios para competir com a Apple, como Sam Altman está fazendo com Jony Ive.
Apple como criadora de reis
Podemos imaginar também que a Apple preferiu apostar num gigante como o Google do que num jovem como a OpenAI, cujas finanças não são propriamente muito fiáveis e cujo futuro parece muito ligado à explosão ou não da “bolha” da IA.
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De qualquer forma, isso parece fortalecer a posição da Apple como rei. E também cimentar o seu papel de simples fabricante de telefones que não quer ter muito a ver com toda essa corrida pela chalota representada pelo desenvolvimento de grandes modelos de linguagem.
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