O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan (à direita), fala com seu homólogo saudita, o príncipe Faisal bin Farhan Al Saud (centro), enquanto o vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Mohammad Ishaq Dar, observa antes de uma reunião sobre Gaza, em Istambul, Turquia, em 3 de novembro de 2025.

A Turquia está supostamente prestes a aderir a uma aliança de defesa entre a Arábia Saudita e o Paquistão. A informação, revelada sexta-feira, 9 de janeiro, pela agência Bloomberg, que cita fontes próximas do assunto, indica que as conversações entre Ancara, Riade e Islamabad estão numa fase avançada e que é muito provável um acordo. A iniciativa, se se concretizar, poderá criar, pelo menos no papel, um novo bloco militar no Médio Oriente, num contexto de tensões crescentes no Golfo e no Irão. Também alimentaria o sentimento de distanciamento da Turquia, o pilar oriental da NATO desde 1952, dos sistemas de segurança ocidentais em favor de um sistema de defesa paralelo, baseado no mundo muçulmano, do Médio Oriente ao Sul da Ásia.

Ao assinar, Ancara aderiria ao acordo estratégico de defesa mútua celebrado em 17 de setembro de 2025, entre a Arábia Saudita e o Paquistão, o único país muçulmano a possuir armas nucleares. Uma das cláusulas deste pacto estipula que “qualquer agressão contra um ou outro país” é considerado um ataque contra todos. A redação lembra sistemas de defesa coletiva, como o artigo 5º da Aliança Atlântica. O acordo também se refere “fortalecer a dissuasão comum”, sugerindo que o Paquistão estenderia de facto a sua dissuasão nuclear ao(s) seu(s) parceiro(s).

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