Vejam bem as novas imagens do Trump T1, porque o smartphone presidencial já não se parece em nada com o que nos foi prometido. Mais caro, menos “local” e com uma ficha técnica menos interessante.

O Trump Phone T1 como imaginávamos não existe mais. Durante uma videochamada retransmitida por A beiraDon Hendrickson, gerente da Trump Mobile, mostrou um aparelho que rompe radicalmente com os primeiros visuais. Esquecemos o clone do iPhone por um design mais original, marcado por um módulo fotográfico oval na parte traseira.

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O projeto parece finalmente sair da fase de pura comunicação para confrontar a realidade. Mas esta realidade tem um custo e é elevado. O preço, inicialmente definido em US$ 500, saltará para “abaixo da marca de US$ 1.000”.

Essa mudança de direção não envolve apenas estética ou preço. Toda a filosofia industrial do projeto acaba de mudar. O famoso slogan “Made in the United States”, que orgulhosamente adornava o site oficial, desapareceu discretamente em favor de uma menção muito mais evasiva aos “padrões americanos”.

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Do lado técnico, o T1 Phone não vai revolucionar o mercado. Existe um processador Qualcomm Snapdragon 7. É um chip sólido, certamente, mas permanece preso na faixa intermediária, longe da potência bruta de um Snapdragon 8 Gen 3 ou Gen 4. Para um telefone que beira o 1000 dólaresé uma escolha arriscada.

O resto da ficha técnica tenta compensar com números redondos: uma bateria de 5000mAh (a norma hoje) e 512 GB de armazenamento. Do lado da foto, Don Hendrickson promete sensores de 50 megapixels tanto dianteiro quanto traseiro.

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O mais interessante continua sendo a confissão sobre a origem dos componentes. O telefone será “montado em Miami”, mas as peças principais vêm da Ásia, fornecidas por um “país amigo”. Concretamente, o Trump Mobile receberá kits de componentes pré-fabricados para serem montados na Flórida.

O T1 Phone tornou-se um objeto político antes de ser um objeto tecnológico. Seu lançamento, agora planejado “em algum momento de 2026”, dependerá da capacidade do Trump Mobile de convencer os fãs de Trump.


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