Apesar da depressão que reina nos mercados petrolíferos, a TotalEnergies resiste. Quinta-feira, 30 de outubro, a grande francesa publicou um lucro líquido ajustado de 4 mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros) no terceiro trimestre, uma queda muito ligeira (-2,4%) em relação ao terceiro trimestre de 2024, e em linha com o consenso dos analistas financeiros.
Os anos prósperos de 2022 e 2023, durante os quais os gigantes do petróleo e do gás obtiveram lucros excepcionais, aproveitando o aumento dos preços dos hidrocarbonetos, já se foram. Desde o início do ano, os preços do petróleo caíram 14%. O mercado enfrenta um excesso de oferta, alimentado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, que há vários meses reabre as comportas. Ao mesmo tempo, a cruzada proteccionista lançada pelo Presidente norte-americano Donald Trump está a pesar sobre o crescimento global e, por sua vez, sobre a procura de hidrocarbonetos.
Um ambiente desfavorável que não impediu a TotalEnergies de registar um aumento dos fluxos de caixa de 4% em relação ao ano anterior, para 7,1 mil milhões de dólares, apesar de um “queda de 10 dólares por barril no preço do petróleo de um ano para o outro”insistiu o CEO do grupo, Patrick Pouyanné, num comunicado de imprensa. A empresa deve este desempenho sobretudo ao seu core business: a produção de hidrocarbonetos, que cresceu mais de 4% num ano. Um aumento impulsionado pelo arranque, ou ramp-up, de projetos localizados ao largo da costa de Angola, mas também nos Estados Unidos, no Brasil e na Dinamarca.
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