A plataforma chinesa anunciou em dezembro que assinou um acordo para criar esta joint venture exigida pela lei americana.
A TikTok anunciou quinta-feira em comunicado à imprensa que criou uma joint venture nos Estados Unidos para evitar sua proibição, encerrando uma longa saga jurídica. Esta nova estrutura responde a uma lei aprovada sob o mandato do ex-presidente democrata Joe Biden, que obriga a ByteDance, proprietária chinesa do TikTok, a ceder o controlo das suas atividades nos Estados Unidos ou corre o risco de ser banida lá.
A lei visava impedir que as autoridades chinesas conseguissem obter dados pessoais dos utilizadores do TikTok nos Estados Unidos, ou que pudessem influenciar a opinião americana através do poderoso algoritmo da rede social de vídeos curtos.
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“Garantir a segurança nacional”
A rede social garante em seu comunicado que sua nova joint venture “operará sob salvaguardas definidas para garantir a segurança nacional por meio de privacidade de dados, segurança de algoritmos, moderação de conteúdo e garantias de software para usuários dos EUA”.
Será propriedade de uma maioria de investidores americanos, enquanto a ByteDance deterá quase 20%.
Os contornos desta joint venture foram definidos em setembro num decreto do presidente americano Donald Trump. O bilionário republicano garantiu então que a versão americana da plataforma seria gerida por vários dos seus apoiantes ricos, como Larry Ellison, à frente da gigante tecnológica Oracle.