O Alto Comissário para o Planejamento, Clément Beaune (centro), aguarda a abertura do conselho de planejamento ecológico no Palácio do Eliseu, em Paris, em 31 de março de 2025.

De todas as questões ambientais, este é o assunto delicado do momento. Na esteira da lei Duplomb, em julho, e dos mais de 2 milhões de assinaturas recolhidas pela petição, que denuncia os seus efeitos deletérios no ambiente e na saúde, o Alto Comissariado de Estratégia e Planeamento (HCSP) apresentou à Assembleia Nacional, quarta-feira, 29 de outubro, o relatório que havia solicitado sobre políticas públicas de saúde ambiental. O documento de 500 páginas assinala uma fraqueza geral nas políticas públicas dedicadas ao assunto e formula uma série de recomendações para reduzir a carga de doenças atribuíveis à poluição ambiental. Mas as condições em que a missão foi conduzida demonstram a dificuldade de colocar esta questão na agenda política.

Fortes tensões entre os cinco membros da equipa do HCSP responsável pela elaboração do relatório e a hierarquia da sua instituição – foi colocada sob a autoridade de Clément Beaune, nomeado alto comissário em maio -, pedidos de adição ou eliminação de determinadas passagens, reformulações, intervenções do gabinete da Ministra da Agricultura, Annie Genevard, ameaças de sanções contra um dos autores do relatório, subordinação aos recursos humanos de outro…

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