O grupo Stellantis poderá em breve integrar nos seus carros elétricos tecnologias fornecidas pelo fabricante chinês Leapmotor. Isto afetaria particularmente motores e baterias, de acordo com as informações iniciais.

Enquanto as montadoras chinesas estão se tornando cada vez mais importantes na indústria automobilística, a Stellantis não queria perder o barco. Foi assim que, em 2024, o grupo franco-italiano decidiu investir nada menos que 1,5 mil milhões de euros na jovem marca Leapmotor. O objetivo? Vender os carros da marca chinesa na Europa na rede Stellantis, mas também montar sinergias entre diferentes empresas. E agora este projeto deverá concretizar-se muito em breve, conforme indica o meio de comunicação norte-americano Bloomberg.
Este último indica que estão em andamento discussões entre Stellantis e Leapmotor. O assunto? Transferência de tecnologia entre as duas entidades. E isso não é surpresa, longe disso. Porque, como salienta Numerama, foi este aspecto que motivou particularmente Carlos Tavares a assinar a fusão entre a empresa europeia e a marca chinesa. Para que conste, o primeiro levou 21% do capital do seu parceiro asiáticoe 51% da joint venture dedicada à exportação.

Depois de ter lançado bem a comercialização de carros elétricos da fabricante com sede em Hangzhou, a Stellantis agora quer ir mais longe. E se nada ainda foi confirmado, ele agora está de olho nas tecnologias do parceiro. Segundo os primeiros rumores, o gigante nascido da fusão entre PSA e FCA em 2021 seria principalmente interessado em motores e baterias desenvolvido pela Leapmotor. E isso enquanto esta última já estaria bem avançada na área, mais que a empresa europeia.
Carros mais tecnológicos
Mas não é tanto a qualidade destes elementos como tal que interessa ao grupo europeu. Na verdade, é sobretudo assim que a empresa do Médio Império integra-os desde o design. Porque há vários anos ela se concentra em SDVs (veículos definidos por software), veículos projetados em torno de sua base de software. E isso muda tudo, porque podem ser notavelmente atualizações ao longo da vida. E também estão mais conectados, entre outras coisas.
Além disso, a Leapmotor projeta plataformas otimizadas para reduzir custos, graças à integração de software, mas também ao uso massivo de baterias LFP (lítio – ferro – fosfato). Como resultado, a Stellantis gostaria de recuperar alguns elementos, embora recentemente desaceleração em seus programas de pesquisa e desenvolvimento internamente. Mas no papel, isso realmente mudará alguma coisa nos carros da Peugeot, da Citroën ou mesmo da Fiat? Bem, na verdade, não necessariamente. Mas seu preço talvez possa cair um pouco.

Porque não há dúvida para o grupo europeu de fabricar carros elétricos compostos apenas por peças recuperadas do Leapmotor. A razão? Os Estados Unidos sancionam fortemente os carros equipados com tecnologia chinesa. Porém, lembramos que a Stellantis ainda aposta muito neste mercado e também não quer dar um tiro no pé. E a ideia de desenvolver diferentes plataformas dependendo do país não foi mencionado. Mas é provável que seja descartada, especialmente por razões de custo.
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