A LISTA DA MANHÃ
No cardápio de hoje, um porta-faca, muito útil para proteger as toalhas de manchas, um bule para saborear a bebida mais consumida do mundo depois da água, um jogo americano, um jogo americano para as refeições do dia a dia e um guardanapo para evitar a falta de jeito.
O porta-faca, um detalhe que muda tudo
Sem ele, a toalha de mesa branca nunca teria sobrevivido. No século 19e século, num mundo onde uma toalha de linho adamascado vale tanto como um talheres ou uma porcelana, é impensável deixar que as manchas comprometam a apresentação perfeita de uma refeição. O porta-faca é, portanto, útil e, pela sua própria função, é um sinal de requinte. Cabe a ele preservar a aparência imaculada do linho, símbolo da respeitabilidade burguesa, das marcas da lâmina cheia de molho.
As casas grandes geralmente vendem aos pares, para ficarem alinhados levemente à direita na frente do prato, prontos para acomodar os talheres somente após o uso – a faca nunca é colocada em cima durante o tempero. O pequeno objeto, de alguns centímetros de comprimento, torna-se assim o marcador de status social, antes de cair no esquecimento, tornado supérfluo por toalhas de mesa estampadas resistentes a manchas e conjuntos individuais. E, nas refeições formais, preferimos trocar a toalha do que multiplicar os acessórios. Então o porta-faca reaparece.
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