Diante de sua mentora Marine Le Pen e de seu aliado Éric Ciotti, o chefe do Rally Nacional apresentou seu segundo trabalho na noite de terça-feira O que os franceses querem nos palcos do teatro Marigny em Paris.

Segundo pessoas próximas a Jordan Bardella, a coincidência é puro acaso. A verdade é que foi a poucos passos do Eliseu, no teatro Marigny, em Paris, que o chefe do Rally Nacional lançou na noite de terça-feira o seu segundo livro. O que os franceses querem (Edição Fayard). Palco de pelúcia onde se apresenta há vários meses o ex-ministro da Justiça e fervoroso adversário do RN, Éric Dupond-Moretti, cujo rosto aparece grande na frente.

Nessas mesmas pranchas, Jordan Bardella também tentou atuar sozinho. Num registo bem diferente do famoso palácio parisiense, o Westin, onde revelou, há quase um ano, a sua primeira obra confissão O que estou procurando da mesma editora. Desta vez, o aparente herdeiro designado por Marine Le Pen teve o cuidado de não falar primeiro. Na tela gigante do teatro mergulhado na escuridão, os depoimentos dos franceses aparecem primeiro sob o olhar da sala quase lotada. Do agricultor ao magistrado Pascale Pierra – agora eurodeputado do RN -, do pescador ao policial do BRI…

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Uma prévia deste novo livro que o próprio Jordan Bardella descreve como “diferente” desde o primeiro, mais autobiográfico e em que quase se entregava à introspecção. Quando as luzes finalmente se acendem, o jovem de trinta anos de gravata aparece com microfone na mão, sozinho de frente para o público. Há, claro, os agradecimentos habituais, depois os mais pessoais dirigidos à sua mentora Marine Le Pen, sentada na primeira fila ao lado do seu aliado Éric Ciotti.

“Outras formas de falar com os franceses”

“Fiquei na estrada durante vários meses sozinho, sem jornalistas, apenas com um caderno como bagagem”, acontece diante de todo o público lepélista, incluindo Sébastien Chenu, Jean-Philippe Tanguy e Marie-Caroline Le Pen. Desta itinerância de vários meses, o eurodeputado nacionalista, que construiu parte da sua popularidade no TikTok, sai convencido de que ainda existe “outras formas de falar com os franceses além das redes sociais e dos balcões”. O suficiente para refinar a sua estatura como candidata presidencial e “plano B” do RN, enquanto o futuro político de Marine Le Pen – impedido nesta fase por uma sentença de inelegibilidade – será decidido em 13 de janeiro, durante o seu julgamento de recurso.

“Poder, estou me preparando para isso, estou trabalhando nisso”ele também confidenciou ao parisiensealgumas horas antes de subir ao palco. Enquanto isso, Jordan Bardella inicia nesta quarta-feira uma nova turnê promocional pelo país, assim como fez com seu primeiro livro. Mal saiu do palco na noite de terça-feira, ele já conseguiu se aquecer autografando centenas de livros até tarde da noite, recém-adquiridos por seus apoiadores. Mesmo que isso signifique perder as taças de champanhe e os petits fours servidos alguns metros mais adiante, na sala dos fundos onde, entre outros, se reuniam os vereadores e parlamentares do partido da chama.

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