Impulsionada pelo novo apetite dos franceses pelo comboio, que garante lucros confortáveis, a SNCF está a lutar para satisfazer a procura crescente de linhas de alta velocidade, devido à falta de equipamento suficiente. Em 2023, quando a produção do novo TGV M da Alstom, que deveria começar a ser entregue naquele ano, enfrentava dificuldades, a SNCF lançou um vasto plano para prolongar a vida útil dos seus comboios, operando-os por mais dois a quinze anos.
Após três anos de estudos de engenharia, esta “operação de obsolescência não programada” entrou em fase concreta em setembro de 2025, quando começaram as primeiras reformas. Em fevereiro, os primeiros trens saíram das oficinas.
A operação deverá permitir manter em circulação 104 comboios que deverão ter saído da frota ferroviária nos próximos anos, ou seja, cerca de um terço da frota comercial do TGV. Esta estratégia de renovação tem ambições variadas dependendo do veículo. Três quartos dos comboios em questão são TGV de um andar, colocados em serviço na década de 1990, cuja vida útil será prolongada por dois a quatro anos com um trabalho modesto. As operações mais pesadas estão reservadas para composições de dois andares, com maior capacidade e, portanto, mais rentáveis. Graças a esta cara reforma, eles poderão dirigir por mais dez a quinze anos.
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