Uma retrospectiva da primeira aparição de Louis Garrel na televisão, em 2003, quando ele tinha apenas 20 anos e iniciava sua carreira de ator.

Intérprete de Jean-Luc Godard em Le Redoutable de Michel Hazanavicius, do rei Luís XIII no díptico Os Três Mosqueteiros de Martin Bourboulon ou mais recentemente de Antoine de Saint-Exupéry na cinebiografia Saint Ex, Louis Garrel é um ator importante no panorama cinematográfico francês.

“Eu não sou um cinéfilo.”

Premiado em 2006 pelo César de Melhor Ator pela sua atuação em Les Amants Regulars, dirigido por seu pai Philippe Garrel, e 23 anos depois pelo César de Melhor Roteiro pelo seu próprio filme, L’Innocent, sabe variar os registros e se destaca nas múltiplas áreas do cinema, ambiente que convive desde muito jovem.

Foi aos 20 anos, quando já contava com alguns papéis, que o jovem ator fez sua primeira aparição televisiva no set de France 3. Entrevistado no noticiário Midi (durante uma sequência que pode ser redescoberta no canal INA), ele veio de fato falar sobre o longa-metragem que o revelaria à profissão: o drama Inocentes – O Sonhador de Bernardo Bertolucci.

Já bastante confortável no set, respondendo com indiferença às perguntas do apresentador, inicialmente afirmou que não gostava de falar de cinema:

“Não conheço a Cinemateca”ele explicou assim.

“Fui lá quando era pequeno com o ‘papai’. Mas não é um lugar de culto para mim, não sou cinéfilo de jeito nenhum. Não gosto de falar de filmes com as pessoas. Às vezes vou lá para ver filmes que não se vê nos cinemas, mas caso contrário prefiro ir ao Action Christine, no Odéon. Para quem não sabe, é a rue Christine, no 6º.”

“Talvez conheceríamos um pouco melhor este ambiente”

Confrontado com uma pergunta aparentemente embaraçosa que implicava que talvez tivesse sido “apedrejado”, sendo filho de cineastas e partilhando o cartaz com Eva Green (filha de Marlène Jobert), Louis Garrel respondeu então com distanciamento e humor, antes de admitir que talvez o ambiente em que cresceram possivelmente lhes tivesse permitido uma abordagem mais interessante.

“Se alguma coisa nos ajudou, talvez foi o Bernardo saber que os nossos pais eram deste ambiente, então talvez dissesse para si mesmo que tal como os filhos dos trapezistas ou dos palhaços, talvez conhecêssemos um pouco melhor este ambiente, que seria mais óbvio para nós. Por se tratar de uma história de pai e filho, Maio de 68 ainda é uma geração de filhos que se opõem ao pai… Talvez ele tenha dito a si mesmo que estávamos em conflito com os nossos pais por causa da sua profissão, e que talvez estaríamos mais profundamente envolvidos na problemas do filme do que qualquer outra pessoa.”

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(Re)descubra o trailer de “Inocentes”…

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