Manifestação na Place de la Bourse, em Bordéus, para protestar contra a chamada lei “Duplomb”, 7 de fevereiro de 2026.

Sete meses após a petição recorde pedindo a revogação da lei destinada a “remover restrições à prática da agricultura”conhecida como lei “Duplomb”, que recolheu em poucas semanas mais de 2,1 milhões de assinaturas durante o verão de 2025, este texto regressa ao hemiciclo do Palais-Bourbon, quarta-feira, 11 de fevereiro, para um debate simbólico mas muito aguardado.

Apresentada em 10 de julho no site da Assembleia Nacional por um estudante de 23 anos, dois dias após a aprovação final da lei, a petição rapidamente alcançou recordes. Pela primeira vez, tal iniciativa ultrapassou o limiar das 500 mil assinaturas, abrindo caminho à possibilidade de um debate perante a representação nacional.

A lei Duplomb esteve no centro de debates acalorados ao longo de sua análise. A versão votada pelo Parlamento previa nomeadamente a reintrodução, sob certas condições, de três pesticidas proibidos da família dos neonicotinóides, bem como facilitações para a expansão das explorações pecuárias e a construção de instalações de armazenamento de água. Em 7 de agosto de 2025, o Conselho Constitucional censurou a reintrodução dos neonicotinóides em nome do direito de viver num ambiente saudável, julgando a disposição insuficientemente regulamentada.

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