A LISTA DA MANHÃ
Nada menos que quatro grandes surpresas aguardam os espectadores do cinema esta semana. Romeriada espanhola Carla Simon, revisita a década de 1980 numa localidade costeira da Galiza, Vigo, ponto de encontro de festas, através de uma heroína cujos pais, toxicodependentes, morreram muito jovens de SIDA. Como que num eco, na quarta-feira, 8 de abril, é inaugurada a retrospectiva Pedro Almodóvar, campeão da movida madrilena, organizada pelo Centro Pompidou, em Paris. Vamos para a Itália com O último para a estradauma jornada hilariante e alcoólica de Francesco Sossai. Por fim, dois novos longas-metragens do americano Graham Swon (Uma canção noturna E O mundo está cheio de segredos) renovam o filme de terror em dispositivos sonoros e visuais emocionantes.
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“Romeria”: sob o sol, os anos da AIDS
Uma jovem, o sol e o mar. O encanto de Romeria deve muito ao seu cenário de verão. A diretora espanhola Carla Simon (vencedora do Urso de Ouro com Nossos sóisem 2022) valeu-se de material biográfico próprio para compor a personagem Marina (Llucia Garcia). Órfã de 18 anos que se prepara para estudar cinema, ela visita pela primeira vez a família do pai. A história de Carla Simon remete a um passado oculto que a história tenta desenterrar. Assim como os personagens de Romeriaseus pais, viciados em drogas, morreram de AIDS. Marina, ao conhecer a família do pai, descobre a pressão social que rege as relações num ambiente burguês onde a ordem prevalece.
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