Rachida Dati, ministra da cultura e candidata a prefeita de Paris, no Carrousel du Louvre, em Paris, no dia 19 de fevereiro de 2026, para o jantar do Conselho Representativo das Instituições Judaicas da França (CRIF).

Na política, “as promessas só vinculam quem as recebe”. A máxima atribuída em 1988 ao primeiro-ministro Jacques Chirac ainda se aplica ao exercício do poder. Assim, o atual chefe de governo, Sébastien Lecornu, comprometeu-se a nomear antes de 22 de fevereiro, início do período de reserva a que o governo deve aderir durante a campanha eleitoral autárquica, os ministros cuja saída fosse necessária.

As substituições da ministra da Cultura, Rachida Dati, na candidatura à Câmara Municipal de Paris, e de Charlotte Parmentier-Lecocq, ministra delegada responsável pela autonomia e pessoas com deficiência, que regressa à Assembleia Nacional para evitar uma eleição legislativa parcial no Norte caso o seu substituto, Jean Moulliere, candidato a presidente da Câmara de Templeuve-en-Pévèle, fosse eleito, eram esperadas para este domingo, o mais tardar. Finalmente, o“ajuste governamental” não será revelado antes de quarta-feira, 25 de fevereiro, de acordo com Matignon.

A razão dada? A apresentação de uma moção de censura, prevista para esta semana, pelo Conselho Nacional (RN) que contesta o conteúdo do programa plurianual de energia, publicada por decreto em 12 de fevereiro. No entanto, uma remodelação nas vésperas da apreciação desta moção teria enviado uma mensagem deletéria à representação nacional, que teria tido tempo de sobra para denunciar o desprezo do executivo pelo Parlamento.

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