Publicado em 27 de janeiro de 2026 na revista médica The Lancet Saúde Planetária, o estudo franco-inglês sobre o “fardo global dos plásticos para a saúde” quantifica pela primeira vez os impactos diretos deste material na vida dos indivíduos. De acordo com este trabalho de modelação realizado pela Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres e pela Universidade de Exeter, do lado inglês, e pelo Instituto de Biotecnologia e pelo Instituto Nacional de Investigação da Agricultura, Alimentação e Ambiente (Inrae) de Toulouse, do lado francês, em 2040, ou seja, em 15 anos, 83 milhões de anos de vida saudável terão sido perdidos devido à exposição ao risco específico causado pelo fabrico de plásticos, pela sua utilização e pelo seu fim de vida.

Já existem evidências científicas dos efeitos deletérios dos plásticos na saúde humana. Estes provêm das emissões de gases com efeito de estufa durante a produção de polímeros à base de petróleo, produtos químicos incluídos nos plásticos, poluentes atmosféricos e degradação de nanopartículas no ambiente. Mas ninguém ainda tinha feito uma avaliação dos dias de vida perdidos devido ao uso destes produtos. Isso foi feito para as mudanças climáticas e a poluição do ar. Os relatórios do IPCC dizem-nos, por exemplo, que o número de mortes em países de baixo e médio rendimento causadas pelo aumento das temperaturas poderá atingir 15 milhões de mortes em 2050 se o crescimento das emissões de gases com efeito de estufa continuar ao ritmo actual. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição do ar causa 6,7 ​​milhões de mortes prematuras por ano, às quais se somam quase dois milhões de vítimas da poluição química.

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