Você achou que a corrida pelos números havia acabado? A Huawei acaba de colocar uma peça de volta na máquina. Com o Companheiro 80 Pro Máx.estamos falando 20 GB de RAMduas teleobjetivas periscópicas e uma tela mais brilhante que a da sua TV.

A Huawei tem muitas ideias. Dizia-se que estavam enterrados, privados de tecnologias americanas, incapazes de competir. A resposta veio hoje na China: a série Companheiro 80 é oficial. E honestamente? No papel, é um tapa na cara técnico.

Huawei Companheiro 80 Pro Max

Existem quatro modelos: o Mate 80, o Pro, o Pro Max e o inevitável (e caro) RS Ultimate Design. Mas não nos percamos nas referências. O que você deve lembrar é que a Huawei corrigiu a maior falha de seus antecessores ao pressionar ao máximo os controles deslizantes na tela e na foto.

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A tela que queima a retina e o abandono das curvas

Vamos começar com o número que está circulando por toda parte: 8.000 lêndeas. Este é o brilho máximo do HDR anunciado para as telas do Mate 80 Pro Max. Para se ter uma ideia, um iPhone 16 Pro atinge no máximo 2.000 nits em ambientes externos. Como eles fazem isso? Eles usam tecnologia OLED tandem (camada dupla), semelhante ao que a Apple fez no iPad Pro M4.

Concretamente, são dois painéis OLED sobrepostos. Isso permite luminosidade radiante e melhor durabilidade. O impacto na bateria ainda está para ser visto, mesmo que a Huawei prometa maior eficiência energética.

A outra boa notícia é o design. A tela é plana. Finalmente. A Huawei abandona essas bordas curvas que tornavam o punho escorregadio e os protetores de tela impossíveis de colocar. O chassi adota bordas retas, muito inspiradas no que se faz em outros lugares, mas eficazes. É limpo, arrumado e certificado IP68 e IP69.

A foto: periscópio duplo e chip caseiro

Do lado da foto, a Huawei não abre mão do seu trono. O bloco traseiro, que parece uma estranha mistura entre uma vigia e um número 8, é pesado. No modelo Pró Máx.encontramos uma configuração de câmera quádrupla bem maluca:

  • Um sensor principal de 50 deputados com abertura variável (o clássico da casa).
  • Um ângulo ultra grande angular 40 deputados.
  • E acima de tudo, duas lentes telefoto.

Sim, dois. UM Lente macro telefoto de 50 MP para retratos e objetos próximos, e um Lente supertelefoto periscópica de 50 MP capaz de zoom óptico variando de 6,2x a 12,4x. Esta é uma arquitetura que vimos em alguns concorrentes ultra-premium, mas a Huawei adiciona seu molho de software XMAGE e um novo chip de processamento de imagem “Red Maple”.

Sob o capô, o mistério retorna. Huawei fala sobre chips Kirin 9030 E 9030 Pró. Não há detalhes técnicos precisos (o embargo americano exige), mas a marca anuncia +35% a +42% de desempenho em comparação com o Mate 70. Sejamos realistas: provavelmente não superará um Snapdragon 8 Elite Gen 5 em benchmarks brutos, mas para uso diário e processamento de fotos, deve ser mais que suficiente.

As baterias seguem a tendência de “grande capacidade” de 2025: 6000mAh nos modelos Pro Max, com carregamento com fio 100W.

O problema continua o mesmo

Agora temos que falar sobre o assunto irritado. Esses smartphones funcionam sob Harmony OS 6 (provavelmente baseado no HarmonyOS Next). É fluido, cheio de IA, mas é sem serviços do Google.

Na China, este é um não-assunto. O smartphone será vendido por caminhão (o modelo RS Ultimate ainda chega a quase 1700 euros). Mas para nós na Europa? Importar continua sendo uma aventura reservada a consertadores experientes. É frustrante.

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Temos diante dos nossos olhos um material que poderá dar lições à Samsung e à Apple, nomeadamente sobre tecnologia de ecrãs e audácia fotográfica, mas que continuará a ser uma curiosidade exótica para 99% dos utilizadores franceses.

A situação é simples: a Huawei continua a inovar a uma velocidade vertiginosa, quase por orgulho, para provar que pode fazê-lo sem o Ocidente. E dada a ficha técnica do Mate 80 Pro Max, eles têm argumentos.


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