Este artigo vem da revista Les Dossiers de Sciences et Avenir n°224 de janeiro/março de 2026.

Uma disciplina emergente, a paleoproteômica analisa proteínas antigas ainda presentes em vestígios arqueológicos quando o DNA se deteriorou. As proteínas contêm menos informações, mas duram até dez vezes mais.

Esta técnica permitiu atribuir a mandíbula de Xiahe

O método consiste em fragmentá-los em peptídeos que serão analisados ​​por espectrografia de massa para estabelecer sequências comparáveis ​​às de proteínas conhecidas. Em 2019, esta técnica permitiu atribuir a mandíbula Xiahe, encontrada numa caverna na China, a uma espécie humana extinta, o homem Denisova, da qual apenas uma falange tinha sido identificada até então na Sibéria.

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Rastreando as doenças de figuras históricas

A paleoproteômica não nos permite apenas estudar nossos parentes distantes. Em seu laboratório na Universidade Paris-Saclay, o paleopatologista Philippe Charlier o utiliza para rastrear doenças de figuras históricas.

Em 2024, ele analisou um depósito retirado das juntas metálicas da banheira de Napoleão em Santa Helena. A análise de proteínas revelou a presença de água do mar e arsênico (então usado em dermatologia) e uma bactéria, Bacillus idriensiso que pode ter causado a infecção de pele que o imperador sofreu. A ideia recebida de que ele sofria de sarna parece, portanto, refutada.

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