Dois buldogues ingleses durante a cerimônia “American Kennel Club revela as raças de cães mais populares de 2016” no AKC Canine Retreat em Nova York, Estados Unidos, em 21 de março de 2017.

Bulldogs com focinhos curtos muito fofos, mas que sofrem de patologias respiratórias; King Charles Cavaliers expostos a malformações cranianas; bassês de pernas curtas com tendência a hérnia de disco; cães com dobras cutâneas excessivas ou sem pêlo… A União Europeia acaba de decidir proibir a reprodução e exposição em competições de cães e gatos com conformações extremas.

Em 25 de Novembro, o Parlamento Europeu e o Conselho chegaram a acordo sobre novas medidas relacionadas com o bem-estar dos cães e gatos. Esta legislação, que ainda não foi formalmente adoptada por estas duas instituições, pretende regular melhor a criação e aquisição de animais de cães e felinos. Entre as disposições previstas, a União Europeia terá de estabelecer uma lista de fenótipos e genótipos que exclua animais portadores desses hipertipos da possibilidade de ser reproduzido.

“Um passo na direção certa”segundo Benoît Thomé, presidente da associação Animal Cross, que tinha alertado, num relatório publicado no dia 19 de maio, para o sofrimento causado pela seleção genética excessiva: doenças hereditárias, riscos de endogamia e também patologias ligadas aos hipertipos, estes traços morfológicos levados ao extremo por razões estéticas, em detrimento da saúde animal. Para a associação, o reforço da fiscalização das condições de criação é uma questão fundamental de bem-estar animal.

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