Já o chamamos de “assassino AirTag”, mas acalme-se imediatamente: testamos e, acima de tudo, comparamos com o AirTag da Apple.

Rastreadores Bluetooth, por um lado, temos a Apple e sua rede Localizar imbatível, por outro lado, o Google, que está tentando ao máximo obter o seu Encontre meu dispositivo (Encontrar Hub).
A Xiaomi chega com um produto capaz de jogar nos dois percursos. É o acessório perfeito, pelo menos no papel, para quem troca de laticínios ou para famílias que misturam iPhone e Android.
Então, é um sucesso? Testamos, e digamos que a Xiaomi entendeu o essencial, mas ignorou a pequena centelha tecnológica que torna o AirTag “mágico”.
Ficha técnica
| Características | Etiqueta inteligente Xiaomi |
| Compatibilidade | Android (Google Encontre Meu Dispositivo) e iOS (Apple Finder) |
| Conectividade | Bluetooth (sem UWB) |
| Bateria | Bateria CR2032 (substituível) |
| Autonomia | Cerca de 1 ano |
| Impermeabilização | IP68 |
| Peso | 10 gramas |
| Especificidade | Orifício para chaveiro integrado |
Projeto e instalação
É estúpido dizer, mas a Xiaomi já ganhou um ponto em design em relação à Apple: há um buraco. Sim, um simples furo para passar um chaveiro sem precisar comprar acessório.

O case é compacto, leve e exala solidez. Você coloca no bolso, esquece e ele não tem medo de chover um pouco ou cair em uma poça graças à sua certificação IP68.

Salve a Galáxia!
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Instalação em iOS é muito simples. Você abre o aplicativo Find My, adiciona outro item compatível e pronto, ele aparece magicamente ao lado de seus AirTags. É suave, sem atrito e funciona imediatamente. Sobre Androidé a rede Encontre meu dispositivo do Google, que assume. É limpo, mesmo que sintamos que o ecossistema do Google ainda é um pouco menos “polido” que o da Apple.

Em termos de ergonomia, é impecável para uso básico. A bateria (CR2032) pode ser trocada em dois segundos com uma moeda ou uma unha. A Xiaomi não tentou reinventar a roda, apenas fez um objeto utilidade que não pede que você pense. É exatamente isso que pedimos deste tipo de produto.
Desempenho
Isso lhe diz que estamos indo direto ao cerne da questão: precisão. Sem UWB (para banda ultralarga), o Xiaomi Tag é um rastreador “antiquado”.


Você sabe que suas chaves estão em casa, mas seu smartphone não lhe dirá “elas estão 2 metros à sua esquerda”. Você vai ter que ligar para a tag. E aí, surpresa: o orador é bastante valente. Comparado a um AirTag, o som é um pouco mais alto, talvez menos “melodioso”, mas perfura melhor o ruído ambiente.


E se compararmos as redes Apple e Google, a diferença entre Android e iOS é óbvia. Na rede Apple, a Xiaomi Tag beneficia dos milhões de iPhones em circulação. Ele é atualizado com muita frequência. Na rede do Google, ainda é um acerto ou erro dependendo de onde você está. No meio da cidade, está tudo bem. No campo, você pode esperar muito tempo para conseguir uma posição renovada. É a rede que limita o produto, e não o contrário.

Uma coisa surpreendente que notei é que o alcance do Bluetooth parece um pouco melhor que o AirTag. No meu teste com o carro estacionado no final da rua, o Xiaomi Tag “fisgou” um telefone que passava mais rapidamente do que o AirTag (primeira geração no meu teste) localizado logo ao lado dele. Isso pode ser devido a um chip Bluetooth mais moderno, mas isso não compensa a falta de uma pesquisa com precisão centimétrica.
Por fim, em termos de segurança, o Xiaomi Tag integra alertas contra rastreamentos indesejados. Se alguém colocar esta etiqueta em sua bolsa, seu iPhone ou telefone Android irá notificá-lo. A propósito, tornou-se uma norma.
Preços e alternativas
O preço é o maior argumento. Muitas vezes temos um preço metade do preço do que um AirTag se contarmos o acessório obrigatório da Apple. Ele está disponível em todos os lugares e costuma ser encontrado em embalagens de vários, o que reduz indecentemente o preço por unidade.
Para comparar, um AirTag de 2ª geração custa 35 euros por unidade e 119 euros por um pack de 4.
Em termos de competição, é difícil. Ugreen oferece modelos semelhantes para iOS e Android, 33 euros por 4 na Amazon, além disso são recarregados via USB-C.
Chipolo E Abelha também estão em cena, sem esquecer o Samsung Galaxy SmartTag 2 a 18 euros, e Telha continua sendo o veterano, mesmo que se feche em sua própria rede.
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