Peixes pendurados nas costas, brincadeiras diversas e variadas, piadas mais ou menos bem-sucedidas… O 1er Abril é, em França mais do que noutros lugares – embora o costume também exista no estrangeiro – o dia das piadas. Mas de onde vem essa tradição?

Uma mudança de calendário

Embora seja sempre difícil ser categórico, a hipótese mais frequentemente mantida é bastante lógica: de VIIe século até 1564 e o Édito de Roussillon do rei Carlos IX, o ano começa, na França, em 25 de março (correspondente à festa cristã da Anunciação), às vezes com variações dependendo da região.

Uma unificação dos calendários está ocorrendo gradualmente em toda a Europa e o Chanceler Michel de l’Hospital, que prepara o Édito de Roussillon, retoma a lógica usada pelo Sacro Imperador Romano Carlos V e que será generalizada no resto do mundo cristão pelo Papa Gregório XV em 1622, ao iniciar o ano no primeiro dia de janeiro.

No entanto, uma tradição bastante estabelecida – herdada dos costumes de Roma, onde estes presentes eram chamados de “presentes” em homenagem à deusa Strena – levou os franceses a darem presentes uns aos outros para comemorar a passagem do ano, durante o período de 25 a 1º de março.er abril. E é ela quem será mantida, mas “para rir”. Então começamos a dar presentes uns aos outros, que aos poucos se transformarão em presentes falsos, depois em brincadeiras e piadas para marcar este “falso” Ano Novo.

Em outros países do norte da Europa, como a Inglaterra, o 1er Abril está mais claramente ligado à tradição medieval da “festa dos tolos”, o carnaval, que se realizava no final de março. Também falamos em inglês deDia da Mentira (“Dia da Mentira”).

Por que pescar?

A origem do “Dia da Mentira” é mais controversa. Em seu Dicionário de provérbios e expressões proverbiais da língua francesapublicado em 1842, o gramático Pierre-Marie Quitard tentou sintetizar várias hipóteses:

  • A história do Príncipe de Lorena: a primeira seria que um príncipe de Lorena, prisioneiro no castelo de Nancy por ordem de Luís XIII, teria se salvado atravessando a nado o Meurthe, um rio de 1er abril.

  • Dia de pesca: A temporada de pesca começou no início de abril, mas os peixes eram poucos e difíceis de capturar. O indescritível “Dia da Mentira” seria, portanto, uma alusão “ao costume de capturar pessoas simples e crédulas oferecendo-lhes iscas que lhes escapam como os peixes, em abril, escapam aos pescadores”.

  • Uma alusão a Jesus: outra hipótese, apresentada, segundo Pierre-Marie Quitard, pelo gramático do século XVIIe século Fleury de Bellingen: O Dia da Mentira refere-se à paixão de Cristo e à sua demissão “de Ana a Caifás, de Caifás a Pilatos, de Pilatos a Herodes e de Herodes a Pilatos”. As esquetes medievais representavam esse encaminhamento de autoridade em autoridade, mas teriam substituído a figura de Jesus pela do peixe para não ofendê-lo, sendo o peixe, aliás, um símbolo utilizado pelos primeiros cristãos. Ou – mas o Sr. Quitard duvida desta hipótese – seria uma distorção do termo “paixão”.

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