Se Uma Linda Mulher é uma comédia cult dos anos 90, o final original do filme protagonizado por Julia Roberts nada teve a ver com o de um conto de fadas…
Por ocasião dos 25 anos do filme, a equipe de Pretty Woman voltou à gênese do projeto, que na verdade não tinha ligação com a comédia romântica que conhecemos.
Soubemos então que se chamaria “3000” (em referência ao preço cobrado pela heroína pelos seus passes), e se apresentaria como um drama sombrio e preventivo centrado no mundo da prostituição e das drogas.
Em vez do final positivo e sinta-se bem que sabemos, uma triste conclusão nos foi proposta. A intérprete da heroína, Julia Roberts, que o filme elevou ao posto de estrela, disse ao Hoje mostrar :
O personagem de Richard Gere me expulsou do carro, jogando notas na minha cara, e foi embora antes dos créditos finais.
Numa conferência em Nova York em 2017, o produtor Jeffrey Katzenberg revelou detalhes ainda mais sórdidos sobre a conclusão do filme, que também deveria mostrar a morte da adorável prostituta Vivian Ward, sucumbindo a uma overdose.
Um destino muito triste que foi quebrado quando o projecto foi assumido pelo realizador Garry Marshall e vendido à Disney, transformando-se, de acordo com a política da casa do Mickey, num conto de fadas moderno, sem qualquer vestígio de drogas.
Imagens de pedra de toque Julia Roberts e Richard Gere
“Tivemos que convencer [les gens]”diz Katzenberg, “que tínhamos que contar essa história na Walt Disney Company e poderia ser um conto de fadas e uma história de princesa.”
Hoje, porém, a ideia de que Uma Linda Mulher possa ser um drama parece incongruente porque, com o tempo, sua heroína se tornou uma figura romântica imortal, que realizou mais de um sonho.