Emmanuel Macron durante fórum económico sobre cooperação entre a França e o Japão, em Tóquio, 1 de abril de 2026.

O 1er Em Abril, durante uma visita oficial ao Japão, o presidente francês, Emmanuel Macron, empreendeu um exercício de comunicação, tomado no duplo sentido da palavra. A publicidade, em primeiro lugar, para exaltar os méritos da colaboração científica franco-japonesa. Técnico, então, porque conseguiu observar uma forma única de transferência de informações entre a França e o Japão, preservando seu sigilo. O Laboratório de Sistemas Micromecatrônicos Integrados, conjunto entre o CNRS e a Universidade de Tóquio, desenvolveu de fato um método espetacular para compartilhar uma chave de criptografia entre dois locais diferentes, ou seja, uma sucessão de 0s e 1s, tornando possível embaralhar um texto, uma imagem ou um som. Uma fotografia do laboratório, bem como a pré-publicação científica dos investigadores, foram assim encriptadas em França com esta chave, e desencriptadas na quarta-feira no Japão com a mesma chave, sem poder ser interceptada. Ou mesmo que foi realmente enviado!

Um dos truques é que o transmissor e o receptor, muitas vezes chamados de Alice e Bob no jargão da criptografia, possuem as mesmas amostras biológicas contendo centenas de milhões de filamentos de DNA, que servirão como vetores para o desenvolvimento das chaves. “É como se Alice e Bob tivessem o mesmo livro e as chaves estivessem escritas em suas páginas”descreveu Matthieu Labousse, pesquisador do CNRS no laboratório Gulliver (CNRS/ESPCI, Universidade de Paris Sciences et Lettres), durante uma coletiva de imprensa antes da visita presidencial. Alice, através de um simples telefonema, por exemplo, diz para Bob quais “páginas”, portanto quais fios, ela usa para fazer sua chave e criptografar a mensagem. Bob só precisa escolher as mesmas páginas para construir sua chave de descriptografia, pois, neste protocolo, a criptografia e a descriptografia passam pela mesma chave.

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