TEMNo Reino Unido, as espécies mudam. Adeus Winston Churchill, Jane Austen ou Alan Turing cujos retratos adornam as notas de 5, 10 ou 50 libras esterlinas. O Banco da Inglaterra anunciou na quarta-feira, 11 de março, que a vida selvagem britânica estará representada nas próximas notas. Uma pesquisa revelou que os súditos de Sua Majestade preferiam a natureza em seus cortes. Será realizada uma consulta no verão de 2026 para escolher exatamente quais animais.
Esta atenção às ilustrações nas notas pode parecer anacrónica numa altura em que a sua utilização está em declínio. “Dinheiro” representa apenas 9% dos pagamentos efectuados através do Canal da Mancha, em comparação com mais de 50% há dez anos, de acordo com o UK Finance. Até onde irá esse apagamento? Um assunto importante, porque por trás da sobrevivência destas espécies está uma questão de liberdades públicas. Não é por acaso que a empresa de vigilância criada na China procura marginalizar a moeda forte em favor de aplicações que permitem o rastreio de transações.
Na Suíça, um colectivo de cidadãos lançou uma campanha chamada “Dinheiro é liberdade”, visando incluir moedas e notas na Constituição da confederação. No domingo, 8 de março, os eleitores suíços aprovaram, durante uma votação, uma proposta do Conselho Federal que retoma em grande parte esta iniciativa altamente simbólica.
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