Cé um revés para a democracia ambiental. Um evento global como os Jogos Olímpicos dos Alpes 2030 pode agora ser dividido numa série de desenvolvimentos considerados independentes, para evitar um grande debate público. Assim decidiu o Conselho de Estado, que publicou, no dia 3 de abril, um comunicado intitulado: “Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2030: todos os trabalhos não têm de ser objeto de debate público”.
Este resumo resume a decisão tomada no mesmo dia pelo mais alto tribunal administrativo que anulou uma medida provisória tomada pelo tribunal administrativo de Marselha em 26 de janeiro, que abriu caminho para uma consulta pública global sobre todos os desenvolvimentos planejados, antes que a empresa de entrega de obras olímpicas (Solideo) recorresse.
A Ministra do Esporte, Marina Ferrari, saudou esta decisão “que proporciona a clareza jurídica essencial para garantir o cumprimento dos nossos prazos até 2030”. A Comissão Organizadora (Cojop) saudou a conclusão que “consolida posição da Cojop” ao demitir “o princípio de um debate público geral”. A Solideo, por sua vez, prometeu que em breve seu site acolheria “a abertura de consultas por projeto”. Uma modalidade de consulta que só tem em comum o nome com o que poderia ter sido um “grande debate”.
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