Durante um dia de ligação entre quem procura emprego e empresas, organizado por iniciativa da France Travail e da cidade de Rouen, no ginásio Nelson-Mandela de Rouen, 10 de outubro de 2024.

A vantagem, para um Presidente da República, de anunciar um objectivo no início do segundo mandato é nunca ser realmente responsabilizado por ele em caso de revés. Ao contrário de François Hollande (2012-2017), que associou parcialmente uma nova candidatura em 2017 a “a reversão da curva do desemprego” – outros factores acabarão por levá-lo a desistir em 2016 – Emmanuel Macron poderá aceitar sem consequências políticas não ter conseguido alcançar o pleno emprego – compromisso assumido durante a campanha de 2022, reafirmado em 2024 – já que não pode ser candidato em 2027.

Segundo estatísticas divulgadas terça-feira, 10 de fevereiro, pelo Instituto Nacional de Estatística e Estudos Económicos (Insee), o número de desempregados, definido pela Organização Internacional do Trabalho, aumentou 56 mil no último trimestre de 2025 em comparação com os três meses anteriores, fixando-se em 2,5 milhões de pessoas. A taxa de desemprego atingiu 7,9% da população ativa – face aos 7,7% do trimestre anterior e aos 7,3% do ano anterior. A ambição do Chefe de Estado de reduzir a taxa de desemprego para 5% em 2027 não passa de uma memória distante. Neste ponto, a França continua a ficar atrás dos seus vizinhos europeus. Na Alemanha, a taxa de desemprego está estável em 3,8%, a Itália caiu recentemente abaixo do limiar histórico de 6% e a média da União Europeia é de 5,9%.

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