Especialistas independentes, que avaliam anualmente as metas climáticas da China, estimam agora que o país atingirá o pico das suas emissões de gases com efeito de estufa até 2030, e não até ao final do ano como anteriormente esperado, de acordo com um estudo publicado quinta-feira.

Esta quarta pesquisa anual, publicada antes da COP30 no Brasil, questiona cerca de 70 especialistas. Quer estar menos confiante do que em 2024, quando quase metade dos especialistas questionados pensavam que as emissões de CO2 da China já tinham atingido o seu máximo ou o fariam em 2025.

Este ano, 71% dos especialistas inquiridos prevêem um pico entre 2026 e 2030, a maior parte para o ano de 2028, de acordo com este trabalho do Centro de Investigação sobre Energia e Ar Limpo (Crea), com sede em Helsínquia, e da Sociedade Internacional de Estudos de Transição Energética (Isets), com sede em Sydney.

O momento preciso do pico das emissões chinesas permanece obscuro. No entanto, constituem dados essenciais para medir o progresso de Pequim.

Com efeito, a China tornou público em Setembro um objectivo quantificado em termos de redução das suas emissões líquidas de gases com efeito de estufa: 7 a 10% até 2035. Ambições consideradas modestas pela maioria dos analistas, mas que acreditam que serão alcançadas, e até ligeiramente superadas.

Mas Pequim não definiu um ano base para comparar os números.

Quase 20% dos especialistas questionados acreditam que esse máximo já passou.

A China é ao mesmo tempo o país do mundo que mais emite gases com efeito de estufa no meio das alterações climáticas (15,6 mil milhões de toneladas em equivalente CO2), mas também o país que tem mais carros eléctricos e infra-estruturas de energia renovável.

A acumulação histórica das suas emissões e das suas emissões per capita, no entanto, permanecem inferiores aos valores dos Estados Unidos – mesmo que tendam a recuperar.

Fonte

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *