
A Philips está oficialmente dando as costas ao Google TV para seus novos televisores de última geração em favor do Titan OS. Uma mudança que marca uma grande ruptura na estratégia de software da marca.
A Philips acaba de confirmar, no âmbito do seu evento anual “TP Vision Unboxed” realizado em Berlim, o abandono da interface Google TV em favor de Titan OS. Esta decisão surge ao mesmo tempo que a fabricante levanta o véu sobre as suas inovações de hardware para 2026, em particular os seus novos ecrãs OLED e MiniLED. Para os usuários, isso levanta algumas questões, principalmente em relação à ergonomia do software e à disponibilidade dos aplicativos.
Titan OS no centro das televisões Philips OLED e MiniLED em 2026
A transição para o Titan OS diz respeito a todos os televisores Philips, desde os modelos básicos aos mais caros, incluindo os lançados em 2026. Entre os principais anúncios feitos pela marca durante este evento em Berlim, destacamos a chegada de 2026 televisores OLED equipados com tecnologia Dolby Vision 2 Max e quatro portas HDMI 2.1. Esses modelos agora serão executados no Titan OS.
Além do OLED, Philips também apresenta seu primeiro modelo RGB MiniLED. Uma televisão que possui 1.1520 zonas de retroiluminação e suporte para Dolby Vision 2 Max. O desafio da Philips é provar que o Titan OS pode gerir estas tecnologias de ponta com a mesma fluidez que o Google TV.
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Com o Titan OS, a experiência do usuário será obviamente completamente diferente daquela oferecida pelo sistema operacional do Google e seu enorme catálogo de aplicativos Android. O Google Cast também não parece estar no jogo, pelo menos por enquanto. A Philips, no entanto, mantém alguns recursos populares, como o AmbiScape, que estende o efeito Ambilight às lâmpadas conectadas Hue ou IKEA. Para a marca sino-holandesa, é também uma oportunidade de explorar novas fontes de receitas através da publicidade, que esperamos que sejam discretas na nova interface.
Uma escolha que divide
A escolha da Philips surpreende um pouco a comunidade de usuários da marca. Por um lado, alguns acolhem com satisfação a chegada de um player europeu (a empresa que desenvolve o Titan OS tem sede em Barcelona). Por outro lado, alguns temem que esta mudança seja apenas um pretexto para integrar publicidade mais direcionada e temem acabar com um sistema operacional “fantasma”, desprovido de muitas aplicações.
Para quem não gosta da mudança no sistema operacional, mas não quer ir para a concorrência, ainda existem caixas externas, como a Apple TV 4K, a Nvidia Shield TV ou a Google Streamer TV.
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Fonte :
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