Philip Roth fotografado por Ethan Hill, em 2010. © Contour by Getty Images / Ethan Hill

Depois de ler o fascinante livro de Marc Weitzmann, A parte selvagem, onde descobrimos a sua amizade com Philip Roth, apreciei melhor a estranheza da minha relação com Roth – que conheci pela primeira vez em 1992 –, sobre a qual ainda me pergunto. Entre Weitzmann e ele, tudo era lógico: dois judeus, duas gerações, mas algo parecido. E o inglês de Marc Weitzmann, que escreve nessa língua, é perfeito. Comigo é exatamente o oposto. Além do meu inglês, que nem sempre é fluente, sou mulher e não judia.

Então, qual é esse mistério? Escrevi, com a concordância dele, um livrinho para tentar explicar e ainda não consigo. Como passamos de uma primeira entrevista em que ele rejeitou algumas das minhas perguntas com um breve “muito acadêmico” para esta dedicação de 2014: “Para Jo, meu amigo, meu leal seguidor e amigo, minha consciência francesa, Philip. » – Para Jo, minha namorada, minha fiel discípula e amiga, minha consciência francesa –? Como epígrafe do meu livro, Com Philip Roth (Gallimard, 2014), há esta frase de seu romance de 1967, Quando ela era legal : “Não ser rico, não ser famoso, não ser poderoso, nem mesmo ser feliz, mas ser civilizado; era o sonho da sua vida. » Era isto que eu queria contar: uma história com uma pessoa civilizada – ainda há algumas – mesmo que tenha começado de uma forma bastante dura.

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