A tatuagem vem ganhando popularidade há várias décadas. Os pigmentos coloridos ficam incorporados na pele (tecido protetor que cobre o corpo) e, às vezes, migram para os gânglios linfáticos e outros órgãos. Algumas pessoas se perguntam sobre a possível toxicidade dessas partículas.

Um estudo dinamarquês, publicado em BMC Saúde Pública E realizado em gêmeos, fornece novas pistas: indivíduos com grandes áreas de tatuagem têm maior probabilidade de serem diagnosticados com câncer de pele e linfoma do que aqueles sem tinta sob a epiderme. Os investigadores levantam a hipótese de uma reação imunitária crónica que desencadeia, ao longo dos anos, uma proliferação celular anormal.

Tatuagem extensa: sinal de agravante?

Os resultados sugerem um fenômeno mais marcante entre pessoas com tatuagens que cobrem uma grande área (além da palma da mão). Essa observação apoiaria a ideia de um “efeito dose”, onde a quantidade de tinta injetada favoreceria ainda mais as reações inflamatórias. Mesmo o cores usados ​​com frequência, como preto e vermelho, podem ser a causa. Os cientistas enfatizam que uma simples tinta, se mal tolerada pelo organismo, pode desencadear processos inflamatórios duradouros. duração.

O que o estudo dinamarquês nos ensina

Graças a um desenho duplo (estudo de coorte e comparação dentro dos mesmos irmãos de gêmeos), os autores procuraram eliminar preconceitos ligados ao estilo de vida ou à hereditariedade. A constatação permanece inalterada: os gêmeos tatuados apresentavam mais câncer de pele e de linfomasàs vezes depois de vários anos usando a tatuagem.

Uma verruga que muda de cor ou formato pode ser um sinal de melanoma. © Fotolia

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Longe de provar uma ligação irrefutável de causa e efeito, esta descoberta levanta, no entanto, questões sobre a possibilidade de a tinta, uma vez dispersa, poder perturbar as nossas células e o nosso corpo. sistema imunológico. Os especialistas pedem cautela: mais pesquisas serão necessárias para desvendar o papel exato da tinta nessas manifestações tumorais.

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