Pelo menos 22 pessoas morreram em uma dezena de dias nas enchentes que afetaram a Colômbia, onde milhares de famílias ficam submersas devido às fortes chuvas, incomuns nesta época do ano.

Só nos departamentos de Córdoba e Sucre, no Norte, as autoridades registaram 14 mortes e pelo menos 9.000 famílias afetadas pela emergência, causada por um fenómeno meteorológico atípico que aumentou as chuvas.

Nesta região propícia à pecuária, os moradores tentam salvar, com recurso a lanchas, barcos improvisados ​​e carrinhas, os seus últimos bens nas zonas mais afetadas, onde a água chega à cintura dos moradores locais, segundo testemunhos recolhidos por um jornalista da AFP.

“Perdemos tudo, todos os nossos pertences, todos os nossos eletrodomésticos e estamos muito preocupados porque não sabemos o que vai acontecer”, disse Enid Gómez, uma mulher de 43 anos.

Moradores carregam seus pertences em uma rua inundada em Montería, 9 de fevereiro de 2026, na Colômbia (AFP - STRINGER)
Moradores carregam seus pertences em uma rua inundada em Montería, 9 de fevereiro de 2026, na Colômbia (AFP – STRINGER)

“Só temos as roupas que vestimos”, diz ela de Montería, capital de Córdoba, onde há cerca de 150 mil vítimas.

No domingo, as autoridades colombianas relataram pelo menos 13 mortes na semana passada em diferentes regiões da Colômbia devido às fortes chuvas.

Uma frente fria que penetrou do norte do continente americano em direção ao Caribe colombiano aumentou a precipitação em mais de 64% em janeiro em relação à média, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Ideam), que destacou que este fenômeno ocorre “no contexto de uma crise climática”.

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