No campo de deslocados de Abu al-Naga, Sudão, 30 de dezembro de 2025.

Segundo informação enviada à Agência France-Presse na quinta-feira, 5 de março, por uma fonte médica local, um ataque de drone atingiu a cidade sudanesa de Al-Mojlad durante a quarta-feira, matando pelo menos 18 pessoas. Localizada no sul do país, a área é controlada pelos paramilitares sudaneses, as Forças de Apoio Rápido (FSR), envolvidas há quase três anos numa guerra contra o exército regular. Foi este último quem lançou o ataque, novamente segundo a mesma fonte.

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Na quarta-feira, a RSF, liderada pelo general Mohammed Hamdan Daglo, já tinha acusado o exército do país de atacar o mercado da cidade, tornando “dezenas de civis mortos e feridos”.

Al-Mojlad está localizada no estado do Cordofão Ocidental, perto da fronteira com o Sudão do Sul, onde está localizada a cidade de Babanousa, último reduto regional do exército, tomada em novembro pela RSF. A região, rica em ouro e petróleo, é também uma encruzilhada estratégica para o controlo do país. Nos últimos meses, tornou-se o epicentro do conflito que assola o Sudão desde Abril de 2023.

Esta guerra matou dezenas de milhares de pessoas e desenraizou 11 milhões, causando o que as Nações Unidas descrevem como “pior crise humanitária do mundo”. A instituição intergovernamental tem vindo a denunciar ataques de ambos os campos em zonas povoadas há vários meses, mas os apelos a uma trégua permaneceram sem efeito até agora, enquanto as forças presentes se equipam com armas cada vez mais sofisticadas.

O mundo com AFP

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